domingo, 31 de maio de 2009

A soja é um alimento completo?

Conhecida a mais de 5000 anos, no Oriente, a soja, nas últimas décadas, tornou-se um produto bastante conhecido sendo o seu consumo incentivado

Ela e alguns de seus derivados tornaram-se conhecidos como "alimentos completos". Deve-se saber, no entanto, que nenhum alimento por si só pode ser considerado completo pois, não possui a variedade de nutrientes de que necessitamos diariamente.

A soja é uma planta pertencente à família das leguminosas, ou seja, do feijão, lentilha, grão de bico, ervilha e, destaca-se por ser rica em proteínas, lipídeos (gordura), fibras e algumas vitaminas e minerais. Contém, também, uma classe de fito-hormônios (hormônio de origem vegetal) conhecidos como isoflavonas ou isoflavonóides. Estudos indicam que tais substâncias atuam como um elemento anti-oxidante reduzindo as taxas do colesterol ruim (LDL) no sangue e, conseqüentemente, diminuindo o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além de exercem também atividade hormonal equilibrando a quantidade do hormônio estrógeno no organismo feminino, podendo amenizar, os sintomas da menopausa.


Apesar desses possíveis benefícios, não podemos esquecer que a concentração dos isoflavonóides na soja depende da variedade da planta, das condições climáticas (seu teor é mais elevado na soja cultivada em regiões frias) e do metabolismo de cada indivíduo.

O fato de ser industrializada também influencia, visto que, conforme o tipo de processamento do produto pode haver uma perda maior ou menor do fito-hormônio. Outros alimentos como cereais (especialmente o trigo integral e a cevada), feijões, semente de linhaça, alho, brócolis, repolho e frutas cítricas também contém o hormônio vegetal, no entanto, em quantidades inferiores à da soja.


Assim, pode-se concluir que a soja deve ser incluída na alimentação não somente pelas possíveis vantagens que ela pode nos trazer mas, principalmente, pelo fato de ser mais uma opção de alimento rico em diversos nutrientes e que contribuirá para a diversificação da alimentação diária contribuindo, do ponto de vista nutricional, para a saúde.


Conheça na lista abaixo os principais derivados da soja:


- Óleo de Soja: é um dos tipos de óleo mais consumido no mundo.


- Farelo de Soja (resíduo proveniente da extração do óleo): pode ser utilizado como alimento para animais, visto que contém de 40 a 55 % de proteína.


- Farinha de Soja: pode ser usada na indústria alimentícia para enriquecer pão, biscoito, macarrão, produtos infantis, misturas para sopas.


- Concentrado e isolados protéicos de soja: são mais caros que a farinha e sua aplicação restringe-se aos produtos ela não pode ser empregada.


- Proteína texturizada de soja (PTS): pode ser obtida por "extrusão" e por "fiação". No primeiro caso, a PTS apresenta teores mais baixos de proteínas sendo utilizadas no preparo de hambúrgueres, bolinhos de carne e outros produtos cárneos. No segundo tipo, ela apresenta elevado teor de proteína e é utilizada na fabricação de produtos semelhantes à carne (bife), presunto, entre outros, devido à sua estrutura fibrosa mais definida.


- Extrato protéico de soja (leite de soja): é um alimento que possui a aparência muito semelhante ao leite de vaca. Pode ser encontrado na forma líquida ou em pó. Em geral, são aromatizados.


- Queijo de soja (tofu): elaborado a partir do leite de soja apresenta cerca de 135 calorias em 100 g e cerca de 12,5 g de proteína.


- Missô (pasta de soja) e shoyu (molho de soja): basicamente são usados como temperos na culinária oriental


- Soja torrada: possui a aparência de um amendoim torrado e pode ser consumida como tal.




domingo, 24 de maio de 2009

A importância do café da manhã

1. É fonte de energia
Aquela preguiça ao acordar não é somente culpa de uma noite agitada. Enquanto dorme, o corpo precisa manter a respiração e outras funções vitais. Em oito horas de sono, esse trabalho consome cerca de 500 calorias e provoca a diminuição dos níveis de glicose, principal fonte de energia para o cérebro e os músculos. Se não nos alimentamos o suficiente ao despertar, o organismo busca outras fontes de energia. E o rendimento cai. Resultado: a sensação de cansaço e as dificuldades de concentração poderão perdurar o dia inteiro.
2. Ajuda a emagrecer
Começar a fazer dieta e cortar o café da manhã é um erro. A atitude, inclusive, colabora para o ganho de peso. Quem fica muito tempo em jejum exagera na hora do almoço e favorece a sobrecarga metabólica. Se isso vira hábito, os quilos extras são inevitáveis.
Um café da manhã sem excessos, portanto, contribui para a reeducação alimentar.
3. Melhora o humor
Os nutrientes elevam a taxa de serotonina no cérebro, provocando sensação de bem-estar. Quem acorda com o cheiro do café e pode saboreá-lo sem pressa, então, tende a ficar mais animado. Conseguir parar alguns minutos nessa correria diária é uma oportunidade para refletir sobre a vida.
4. Fortalece a imunidade
Uma xícara de leite com café, pão com margarina e uma fruta reúnem proteínas, carboidratos, gorduras boas e fibras, mantendo o corpo forte e longe de doenças. Como um bom desjejum representa 20% a 25% de tudo o que ingerimos no dia, não pular a refeição é uma forma de garantir boa parte dessas substâncias no organismo.
5. Prolonga a vida
Os chineses acreditam que ficar em jejum vai contra os princípios da natureza. Tomar café da manhã, para os orientais, não depende só de hábito, mas de instinto — como ocorre com os animais, que têm seus horários para buscar alimentos.
Fonte: Revista Viva Saúde (Ed. 01 - por Daniela Talamoni)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Especialistas alertam: Sono pode ser fator importante no controle de peso

Um estudo apresentado esta semana na conferência da Sociedade Torácica Americana, em San Diego, traz mais evidências associando o índice de massa corporal (IMC) – medida que indica a obesidade – com a duração e a qualidade do sono.


Medindo, com um aparelho chamado actigrafia, o padrão de sono – atividade, temperatura e posição do corpo – de 14 enfermeiras, os pesquisadores descobriram que aquelas que dormiam menos ou pior apresentavam, em média, IMC de 28,3 kg/m², indicando sobrepeso. Por outro lado, aquelas que dormiam mais tinham IMC de 24,5 kg/m², indicando peso normal.


Surpreendentemente, os participantes com sobrepeso pareciam mais ativos do que aqueles com peso normal, caminhando, em média, 25% a mais e gastando aproximadamente mil calorias a mais por dia. Isso indica que os gastos de energia a mais não necessariamente foram traduzidos em perda de peso.


Os autores destacam que a pesquisa descobriu interessantes relações, abrindo diversas possibilidades para investigações futuras. “Primariamente, queremos saber o que está direcionando as diferenças de peso, e por que o sono e o peso parecem estar conectados”, ressaltaram os pesquisadores.


Eles acreditam que essa relação entre sono e peso pode estar no desequilíbrio hormonal causado pela deficiência de sono. Citam, por exemplo, a redução da quantidade de leptina, que é conhecido como hormônio da saciedade, o que faria com que aqueles que dormem pouco comessem mais. Outra explicação poderia ser o estresse, que poderia ser um fator comum, reduzindo a duração do sono e aumentando o consumo de alimentos.


Os pesquisadores pretendem, inclusive, estudar a influência do estresse no sono e no metabolismo. “Maior estresse percebido pode erodir o sono. O estresse e o fato de estarem menos descansados podem fazer com que esses indivíduos sejam menos organizados do que pessoas com peso normal, o que faria com que eles tenham que fazer ‘mais viagens’ e dar mais passos para cumprir algumas tarefas. Isso poderia aumentar o estresse e encorajar outros comportamentos não-saudáveis”, concluíram os autores.



Fonte: EurekAlert. Public release. 17 de maio de 2009.

Como comer bem em restaurantes por quilo

Os restaurantes por quilo, também conhecidos como self-services, costumam apostar em uma grande quantidade de opções de alimentos para atrair os clientes e fazer com que os pratos fiquem mais pesados (e caros). Os gulosos e os desavisados caem na armadilha ao optar por um pouco, ou muito, de cada. A maior prejudicada é, com certeza, a saúde.

As refeições desequilibradas podem trazer doenças como desnutrição, obesidade, síndrome metabólica, diabetes, entre outras. Os problemas estão relacionados com a ingestão maior ou menor de energia do que realmente se precisa, associada à falta de determinado nutriente indispensável.


Os vilões da dieta ideal são comer com pressa, ingerir muito líquido durante a refeição e exagerar no sal, açúcar e molhos. As carnes gordurosas e as frituras também fazem parte da lista.


Drible as tentações seguindo algumas as dicas:


1- Evite almoçar tarde ou muito tempo após a última refeição. Caso contrário, a fome será maior e o consumo de alimentos também;


2- Confira todas as opções disponíveis antes de começar a colocar os alimentos no prato. Se não tomar essa medida, pode acabar optando por um pouco de cada e a refeição fica desequilibrada;


3- Comece pela salada, porque contribui com a sensação de saciedade.


4- Dê preferência para hortaliças cruas, porque retêm mais minerais e vitaminas. "


5- Escolha os pratos quentes de forma equilibrada. Evite consumir arroz, batatas e massas na mesma refeição, por exemplo, porque são do mesmo grupo alimentar e fornecem carboidratos;


6- Opte por opções diferenciadas de cada grupo alimentar ao menos três vezes por semana. Assim, consome nutrientes diferenciados;


7- Não caia na tentação de pegar todas as variedades de carne disponíveis;


8- Corte as frituras e priorize alimentos assados, grelhados ou cozidos em água ou vapor;


9- Apenas ingira peixe cru se for salmão ou atum, preparado preferencialmente na hora e em um restaurante japonês de boa qualidade. É que esse tipo de carne deteriora com muita facilidade. Não o consuma se perceber qualquer alteração de odor, cor ou textura;


10- Coma devagar e mastigue bem os alimentos;


11- O ideal é acompanhar o almoço ou jantar com um copo (200ml) de suco de frutas naturais, o que auxilia na absorção do ferro dos vegetais. Se quiser beber outro líquido, saboreie-o após a refeição para evitar que dilate o estômago e que não dilua os sucos gástricos responsáveis pela digestão;


12- A sobremesa não precisa ser abolida. Caso se alimente com uma iguaria pesada, como a feijoada, escolha uma à base de frutas frescas. Se a refeição for mais leve, a sobremesa pode ser um doce, que contribuirá com o aporte energético da refeição. Saladas de fruta e gelatinas são opções menos calóricas. Quem não resiste a um pedaço de bolo ou de outro doce qualquer deve apostar em uma fatia fina. E nada de complementar as delícias com chantili ou creme.

domingo, 17 de maio de 2009

Alimentação para crianças obesas

O sucesso do tratamento da obesidade infantil deve se basear principalmente em um programa que inclua envolvimento familiar, modificações da dieta, planejamento de atividades e componentes comportamentais, incluindo a prática de exercícios físicos. Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, concluiu que o tratamento de crianças obesas tendo exclusivamente os pais como agentes de mudança mostrou resultados melhores que o tratamento individualizado de crianças. Neste estudo, somente os pais ou responsáveis foram orientados e o planejamento alimentar da família como um todo foi avaliado e modificado. Dessa forma, as crianças obesas não se sentiram marginalizadas e conseguiram um maior sucesso na perda de peso. Esta forma de abordagem nem sempre é possível, mas considera-se muito importante que toda a família participe sempre do processo de adequação alimentar, para que a dieta não se torne tão desagradavél para a criança e para que ela não tenha que se privar da companhia dos outros familiares durante as refeições.

O tratamento da criança obesa deve ser feito pelo médico em conjunto com o nutricionista.


Existem algumas modificações na rotina familiar que podem fazer uma grande diferença para ajudar a criança a emagrecer sem muito sofrimento:

* preparar as refeições de maneira que possam ser saboreadas por toda a família, para que a criança não se sinta excluída;


* servir as refeições em porções controladas, em vez de colocá-las em travessas, para evitar o consumo de grandes quantidades e a repetição dos pratos;


* fazer com que as porções pareçam maiores usando pratos menores e colocando grande quantidade de alimentos de baixo valor calórico, como alface, agrião, tomate, palmito;


* não preparar molhos ricos em gorduras e não colocar sobre a mesa maionese, requeijão, geléias, manteiga;


* controlar o ambiente doméstico a fim de que alimentos muito calóricos não estejam acessíveis;


* manter a geladeira sempre provida de frutas, leite e iogurte desnatados, hortaliças, legumes e gelatinas;

* não brigar ou criticar a criança à mesa, para que ela não desconte suas frustrações no prato de comida. Se ela se acostumar a comer demais por outras razões que não a fome, provavelmente continuará a fazer isso pelo resto da vida.

* enfatizar sempre o positivo, ou seja, dar uma maior importância ao que a criança pode comer, e não ao que ela não pode comer;

* elogiar sempre qualquer progresso que a criança estiver fazendo;
* estimular a criança a praticar alguma atividade física, como andar de bicicleta, de patins, caminhar, nadar, jogar futebol, etc.

Diet e Light

O Alimento Diet é indicado para indivíduos que apresentam patologias em que um determinado componente alimentar não pode ser ingerido ou deve ser consumido em quantidades limitadas. Pode-se citar como exemplo, o açúcar no caso dos diabéticos, o sódio para os hipertensos, o colesterol para os hipercolesterolênicos, as proteínas para os portadores de insuficiência renal.

Por esse motivo, se um alimento contiver uma quantidade de açúcar, sódio, colesterol, aminoácidos ou proteínas abaixo do limite estabelecido em legislação, ele pode ser classificado comercialmente como diet. Basta apenas um destes componentes estar abaixo do limite.

Um produto é considerado Light se contiver uma redução mínima de no mínimo 25% do valor calórico ou porcentagem dos nutrientes em relação ao seu similar.

O importante no consumo destes alimentos é observar o número de calorias que cada um contém, evitando o excesso, pois quando consumido exageradamente, o alimento de "baixas calorias" também pode engordar.

Barra de Cereais: Hábito saudável?

As barras de cereais caíram no gosto de muitas pessoas. Elas são fáceis de serem transportadas, podem ser levadas na bolsa, ficar por dias na sua gaveta do escritório. Enfim, é um alimento que se adaptou muito bem à correria da vida moderna. No entanto, é preciso ter cuidados. Como qualquer outra fonte de energia, a barra de cereais tem que ser consumida com moderação e nunca ser usada para substituir refeições.

Assim como as frutas, iogurte ou, ainda, um pedaço de queijo branco, a barra de cereais é indicada para os lanches como uma forma de variar a dieta. Lembre-se que é importante o consumo de alimentos in natura.

A composição nutricional das barras de cereais depende muito de cada produto, uma vez que a variedade no mercado é bastante ampla. De uma forma geral, elas são produtos energéticos, apropriados para o consumo antes da atividade física, ou então rica em fibras, contribuindo para a regularização do trânsito intestinal. A dica é sempre analisar a tabela de composição nutricional e lista de ingredientes.


fonte: www.saude.terra.com.br